sábado, 7 de outubro de 2017

VOZES DOS ANIMAIS


onomatopéia

          Esta pequena dissertação, é dedicada principalmente às crianças, mas serve também para todos nós adultos, pois Jesus disse: "Deixe que a crianças venham a mim, porque o Reino de Deus pertence àqueles que são semelhantes à uma criança" (Marcos 10:14). Portanto, não vamos esquecer que todos nós, adultos, temos um espírito de criança dentro de nós.  Vamos ao nosso tema: "Vozes dos Animais".


          Não me lembro exatamente, se no primário ou após o primário, quando aprendemos a chamada reprodução onomatopaica, ou seja, uma figura de linguagem para a imitação ou reprodução escrita aproximada, das vozes dos animais.  Em outras palavras, é um recurso que nós humanos usamos para uma imitação onomatopaica: imitamos, de forma escrita ou mesmo sonora, o mugido do boi, o ladrar do cão, o miado do gato, etc.

          Vou contar uma estória, que diz respeito a este assunto.  Talvez muitas crianças "de hoje ou de ontem" já conheçam essa estória.  Mas vale a pena relembrar:  ... Era um costume muito usado antigamente, nas épocas natalinas, enfeitar nossa casa com presépios, representando o nascimento de Jesus.  Era uma tradição.  Normalmente os presépios procuravam retratar aquele ambiente onde Jesus nasceu, ou seja, num estábulo onde se recolhiam os animais. 

          Normalmente se fazia assim: uma pequena gruta, e no seu interior uma manjedoura (local onde os animais se alimentavam);  essa manjedoura teria sido utilizada como berço do menino Jesus; do lado de fora, e bem no alto da gruta, colocava-se um galo; ao redor, ou em frente à gruta, alguns animais, como um boi, ovelhas, cabras, e podia-se acrescentar também estatuetas representando os 3 Reis Magos, conforme nos conta a história do Novo Testamento.  Acho que todos já conhecem esse bonito cenário. Finalmente, vamos à nossa estória:

... Conta-se que quando Jesus nasceu, o galo cantou: Có-có-có-có-ri-cóóóóó´! (Vivas! Jesus nasceu!)
- O Boi que pastava ali por perto, perguntou com um mugido: - Mu-uuuuuuuu (Aoooooooondeeee)
- Um carneiro brando, que tinha um sininho no pescoço, balançou o sininho dizendo: em Belém, em Belém, Belém, Belém...

          E, como acontece, sempre existe alguém que não acredita no que ouve, e uma cabra berra em tom de zombaria: Bé-éééééé (Blasfeeeemiaaaaa)
E assim termina essa pequena estória. Nas estórias infantis que assistimos pela TV, os dubladores costumam imitar com muita originalidade, essas vozes dos animais.

          Sendo assim, como ilustração final, vamos transcrever a letra de uma música chamada
  "O MELÔ  DO  PINTINHO" 
Lá em casa tinha um pinto - 2x
E o pintinho piu - 6x

Lá em casa tinha uma galinha - 2x
E a galinha Có
E o pintinho piu - 5x
Lá em casa tinha um galo - 2x
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 4x

Lá em casa tinha um peru - 2x
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 3x

Lá em casa tinha um capote - 2x
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 4x

Lá em casa tinha um gato - 2x
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 3x

Lá em casa tinha um cachorro - 2x
E o cachorro Au Au 
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha có
E o pintinho piu - 4x

Lá em casa tinha uma cabra - 2x
E a cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru guluglulgu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 3x

Lá em casa tinha um bode - 2x
E o bode mé
A cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha có
E o pintinho piu - 4x

Lá em casa tinha uma vaca - 2x
A vaca mó
E o bode mé
A cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha CóEo pintinho piu - 3x

Lá em casa tinha um boi - 2x
E o boi mu
A vaca mó
E o bode mé
A cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 4x

Lá em casa tinha uma moça - 2x
E a moça ah!
E o boi mu
A vaca mó
E o bode mé
A cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 3x

Lá em casa tinha um viado - 2x
E o viado ai ai
E a moça ah!
E o boi mu
A vaca mó
E o bode mé
A cabra mé
E o cachorro Au Au
E o gato Miau
E o capote sothac
E o peru gulugluglu
E o galo Cororocó
A galinha Có
E o pintinho piu - 4x





terça-feira, 3 de outubro de 2017

O GRANDE SABICHÃO


pré historia

          Esta, é uma crônica do tipo "Dissertativa".  Vou dissertar sobre o tema "O Grande Sabichão".  Quem seria ele?  Pode ser qualquer pessoas do nosso conhecimento, ou de nossas lembranças, e que se encaixa no perfil que vamos apresentar.


          Em primeiro lugar, essa ideia de "O Grande Sabichão", surgiu daquelas estórias em quadrinhos que existiam antigamente (não sei se ainda existem):  "As Aventuras do Brucutu", uma sátira do homem das cavernas.

          Nessas estórias, que muitos conhecem ou devem se lembrar, o Grande Sabichão (The Grand Wizard), era o "homem da medicina" (na pré-história), e era também o conselheiro do rei da tribo, o rei Guz.  Se o rei Guz tivesse uma unha encravada, chamava o Grande Sabichão;  este preparava uma beberagem com os ingredientes mais estapafúrdios, e dava como remédio de beber para o rei Guz; ou ele sarava, ou piorava de vez, conforme o enredo da estória e da criatividade do escritor.

          Mas o Grande Sabichão era o homem que sabia de tudo mesmo.  Igualzinho alguém que eu conheci nos meus tempos de moleque lá em Passa Quatro-MG.  Eu tenho boas lembranças.  Mas quem não conhece ou conheceu alguém assim?  Caractgerísticas do "sabichão":

          1)  Ele sabe de tudo; pergunte a ele;
          2)  Ele se acha o melhor em tudo;
          3)  Gosta de mostrar que sabe (mas, às vezes não sabe nada);
          4)  Gosta de ser um líder (da molecada);
          5)  Gaba-se de saber alguma "coisinha";
          6)  É um burro, que se acha um sabichão;

          Existe uma frase interessante, que diz o seguinte: "Burro é quem tem uma SEREIA (do saber) no barco, e fica pescando PIRANHA no lago".  Esta frase serve para uma reflexão, pois tem uma profundidade e tem sabedoria.  Um dileto amigo que eu conheci, era mais ou menos assim;  ele era inteligente, sabia alguma coisa, mas se achava esperto demais, menosprezando seus verdadeiros amigos.

          A vida é uma escola.  Nos ensina a duras penas, tudo o que precisamos aprender.  O tempo passa, e quem não aprende a valorizar pessoas, um dia olha para o lado e vê que está sozinho.  É a vida.
Brucutu

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ANFITRIÃO


Mitologia grega

          Segundo nossos dicionários da língua portuguesa, a palavra "Anfitrião", significa: s.m. oferecedor de uma festa;  aquele que paga as despesas de uma festa; aquele em casa de quem se janta ou que paga as despesas de um festim.


          Muito bem, mas certos dicionários trazem também: "Anfitrião": s.m. personagem da Mitologia... (não é muito simpático o significado mitológico decorrente...).

          Mas o comentário que vamos desenvolver nesta oportunidade, foi sugerido (embora não intencionalmente), pelo meu amigo Floramante, amigo de Passa Quatro e também do Facebook.  Ele me passou uma mensagem pelo Whatsap, me perguntando: - você conhece o significado de Anfitrião?

          Pensei comigo: claro, todo mundo conhece... mas em seguida, o meu amigo explica o significado dessa palavra, segundo a mitologia grega.  O Floramante me revelou certa vez, que tem o costume de ler muito, e essa estória (do Anfitrião), ele deve ter colhido como fruto de suas leituras. 

          Congratulo-me com ele, pois ler é um bom exercício; desenvolve e faz bem ao nosso intelecto e nos leva a uma viagem cultural muito grande.  Mas vamos ao nosso tema, Anfitrião.  A origem dessa palavra, se esconde na Mitologia grega, desde tempos milenares. 

          Na mitologia grega, Anfitrião era o marido de uma linda donzela chamada Alcmena.  A trama se desenvolve na cidade de Tebas.  Tomado de amor por Alcmena, Zeus (o principal deus da mitologia), assume a aparência do seu marido, o general Anfitrião, e desfruta dos encantos de Alcmena, seduzindo-a, enquanto o verdadeiro Anfitrião, se encontra ausente, comandando as legões tebanas na guerra contra os inimigos da pátria.

          O maior dos deuses (Zeus) é auxiliado nesse ardil por Mercúrio (outro deus do Olimpo), que por sua vez, toma a forma de Sósia do escravo de Anfitrião.  Mas, quando retornam vitoriosos da guerra, Anfitrião e o escravo se defrontam com as respectivas réplicas, o que dá motivo para uma sucessão de mal-entendidos e uma verdadeira confusão de identidades.  

          Anfitrião acusa sua mulher de adultério.  Mas no fim, tudo foi esclarecido pelo próprio Zeus, e o traído Anfitrião ainda ficou contente por ser marido de uma mulher, "escolhida" por um deus (!?). Daquela  noite de amor nasceu o semideus Hércules.  E a partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa", e esse significado vigora até hoje. 

          Em outras palavras, Anfitrião é sinônimo de "Corno Manso e Feliz" !  Portanto cuidado, quando disserem que você é um bom anfitrião, fique de orelha em pé; nunca se sabe a intensão que se esconde por trás de um "Mito".  Cultura demais é uma droga, como disse o meu amigo Floramante.
Mitologia



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

EXEMPLO DE VIDA


Emocionante

          Brasileirismo, também é contar estórias.  Pode ser uma narrativa verídica ou ficção. Fábula, dá uma ideia de contos infantis, ou pode ser também uma Parábola.  Mas não deixa de ser interessante. Contar estórias é ser brasileiro, é transmitir uma energia boa e agradar as pessoas .  É o que gosto de fazer, ou não estaria dissertando neste Blog.


          Tenho um amigo de velhos tempos, chamado Floramante.  De vez em quando ele me conta uma estória.  Como esta que agora vou recontar.  Trata-se como ele disse, de um "Exemplo de Vida". Disse também, que o final da estória é emocionante.  Vou contar.

          Essa estória se passou no interior de uma Igreja, em Copacabana-RJ, durante uma missa de domingo.  Um padre, chamado Eusébio, ao final de sua homilia (sermão), perguntou aos fiéis:  - Quantos de vocês estão dispostos a perdoar seus inimigos?

          A maioria levantou a mão.  Mas, para reforçar a sua visão dos fiéis, ele repetiu a pergunta, e então ele percebeu que todos levantaram a mão, menos uma pobre velhinha que estava na segunda fileira, apoiada no banco da frente, e auxiliada por uma enfermeira particular. 

          E o padre, um pouco surpreso, perguntou:  -  E a senhora, Dona Mariazinha, não está disposta a perdoar seus inimigos?  -  Eu não tenho inimigos, respondeu a velhinha.  E o padre, admirado com a resposta, carinhosamente lhe disse:  -  Mas isto é muito raro, Dona Mariazinha, mas que beleza, quantos anos a senhora tem?  -  98 anos, ela respondeu.

          Os fiéis então aplaudiram de pé, ante a resposta da velhinha.  E o padre continuou:  -  Dona Mariazinha, será que a senhora poderia vir até aqui na frente, e contar para todos nós, como se vive 98 anos e sem inimigos?  -  Com prazer, disse ela.

          E a velhinha se dirigiu lentamente, com certa dificuldade até o altar, amparada pela sua enfermeira, ajustou o microfone com as mãos trêmulas, e de frente para os fiéis, todos visivelmente emocionados, ouviram a velhinha dizer,  em tom solene:
 - É porque já morreram todos, aqueles filhos da puta!

          Moral da estória: Fala sério, amigo Flora. Vc só pode estar de Brinks comigo!



   

sábado, 2 de setembro de 2017

A CIGARRA E A FORMIGA


Versão da Fábula de La Fontaine

          Jean de La Fontaine, escritor francês, autor de muitas fábulas.  Suas estórias foram escritas lá pelos anos mil seiscentos e pouco, mais ou menos.  Destacam-se entre suas obras, as seguintes fábulas:  "A Cigarra e a Formiga",  "O Leão e o Rato", entre outras.  Gosto de estórias.  Fazem bem ao nosso espírito.  Vou apresentar uma versão interessante e divertida de "A Cigarra e a Formiga".  Uma estória que me contou o meu dileto amigo Floramante, amigo e colega de Passa Quatro-MG.


          ... Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra.  Elas eram muito amigas.  Durante o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período do inverno.  Não aproveitava o sol, nem a brisa da tarde, e nem mesmo uma cervejinha com os amigos de vez em quando. Não, para a formiguinha, era só trabalho. 

          Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade.  Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava chegando.  Passados alguns dias, começou a esfriar.  Era o inverno que estava começando. 

          A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida para enfrentar o inverno.  Mas, do lado de fora, alguém chamava pela formiguinha. E quando abriu a porta para ver quem era, a formiguinha teve uma surpresa com o que viu:  sua amiga cigarra, estava dentro de uma Ferrari amarela e com um aconchegante casaco de visom. 

          A cigarra então disse para a formiguinha: - Olá amiga, vou passar o inverno em Paris.  Será que você poderia cuidar da minha casa?  E a formiga respondeu: - claro, sem problemas!  Mas me diga, o que aconteceu?  Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar essa Ferrari?

          E a cigarra respondeu: - Imagine você, que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor de shows gostou da minha voz.  Daí, fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris.  A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá? 

          - Desejo sim, respondeu a formiguinha.  Se você encontrar o La Fontaine por lá, manda ele ir para a "Puta que pariu !!!".
Moral da estória:  aproveite a sua vida, saiba dosar o trabalho e o lazer, pois trabalho em demasia só traz benefícios nas fábulas de La Fontaine.
Jean de La Fontaine



domingo, 20 de agosto de 2017

PARÁBOLA DO CAMELO


Estórias empresariais

          Vou contar uma estória que é muito conhecida nos meios empresariais ou políticos, porque envolve uma questão de tempos e prazos.  Ouvi essa estória, e vou conta-la com minhas palavras. 


          ... Há muitos e muitos anos, havia um reino, onde o Rei era muito caprichoso, e gostava de lançar desafios.  Um sábio, que viajava pelas terras desse reinado, juntamente com seu discípulo, sentiu vontade de conhecer o recente desafio proposto pelo rei. 

          E assim, chegando ao palácio do rei ele disse: - Majestade, queremos conhecer o vosso desafio, e se possível, realizar o vosso desejo.  O rei então, assim falou:

          - Oh grande sábio, o desafio é o seguinte: você terá que fazer um camelo falar.  Caso consiga, terá uma recompensa em ouro!  Mas caso não consiga, será condenado à morte.  O sábio pensou, e disse ao rei:

          - Majestade, eu aceito o vosso desafio, mas para tal façanha, necessito de um prazo...  
Disse o rei: - Eu te concedo o prazo que precisar; quanto tempo acha que será preciso? 
O sábio respondeu: - Majestade, eu preciso de 20 anos!

          O rei titubeou, pensou, mas como palavra de rei não volta atrás, disse: - Está bem, eu te concedo esse prazo, mas se depois de 20 anos o camelo não falar, a morte será o teu destino.

          - Certo, respondeu o sábio, está combinado!  E a multidão que assistia ali bem próximo, manifestou sua euforia, com gritos de viva o rei, viva o sábio!!!

          Ao retirar-se do recinto ali do palácio, o discípulo do sábio protestou: - Mestre, que loucura tu cometeste!  Nem daqui a 50 ou 100 anos esse camelo falará!

          Mas o sábio, despreocupado respondeu: - calma, não te aflijas, daqui a 20 anos o rei já pereceu, o camelo já morreu, e o povo já esqueceu...

          E aqui termina essa estória, que serve para ilustrar um fato comum hoje em dia, principalmente por parte daqueles políticos que prometem, prometem, o tempo passa e tudo cai no esquecimento, até por muito menos tempo!
"Viver é uma arte..."

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O SABIO E O JARDINEIRO


Ensinamentos Esotéricos

          Vou contar uma estória que ouvi contar.  Dizem que esta estória era contada pelos antigos iniciados nas Escolas de Mistério, isto é, Escolas de ensinamentos Esotéricos. 


          ...Conta-se que há muito tempo, havia um rei muito poderoso, que tinha lá seus caprichos; gostava de lançar desafios, premiando quem pudesse responder a determinadas charadas, e castigando que não fosse capaz de decifra-las.

          Pois bem; certo dia, ordenou que chamassem um sábio do reino, para desafia-lo com três preguntas.  O sábio, levado então ao palácio, assim lhe falou o rei: - Gostaria que me respondesses, de acordo com a tua sapiência, oh, grande sábio, as seguintes perguntas:

          1) Com quantos cestos se pode medir a terra?
          2) Quanto em dinheiro, achas que eu valho?
          3) O que eu estou pensando agora?

          O sábio retrucou: - Majestade, realmente suas perguntas são difíceis de responder...
          Mas o rei lhe disse:
          - Não te aflijas, te dou um prazo até amanhã a esta mesma hora para que me respondas, ou não serás realmente grande, perante o reino.

          O sábio foi para casa, muito preocupado, pois sabia que se não respondesse àquelas perguntas, despertaria a ira do rei, e como castigo, ainda ficaria desmoralizado.  Chegando em casa, o sábio sentou-se num banco do seu jardim, e ficou pensativo...  Um homem muito humilde, que trabalhava para o sábio, cuidando do seu jardim, ao vê-lo assim, com ar de preocupação, indagou:

          - O que te aflige, grande sábio?  Me pareces preocupado...
O sábio então lhe confidenciou sua estória, repetindo as três perguntas formuladas pelo rei.  E o Jardineiro com toda calma, contestou:

          - Oh, grande sábio, com todo respeito, mas essas perguntas são muito fáceis de responder...
          - Como assim? Medir a terra?  Quanto vale o Rei?  O que se passa em sua cabeça?  Não, não me parecem perguntas que eu possa responder com facilidade.

          Mas o jardineiro insistiu: 
          - Olha, façamos o seguinte: amanhã, na hora marcada, eu irei no teu lugar e responderei a tais perguntas.  O sábio relutou um pouco, mas por fim aceitou a sugestão do seu servo.  E no dia seguinte, diante do rei, lá estava o servo disfarçado, vestindo uma espécie de toga e usando um capuz na cabeça.  O rei então fez a primeira pergunta:

          - Com quantos cestos se pode medir a terra?
O suposto sábio respondeu:
          - Majestade, depende do tamanho dos cestos: se forem igual à metade da terra, apenas dois cestos serão suficientes; mas se os cestos forem ao tamanho igual a 1/3 (um terço) da terra, três cestos serão suficientes; ou se forem iguais a 1/4 (um quarto), então quatro cestos serão necessários...

          O rei deu-se por satisfeito, e expressou a sua aprovação pela resposta. Disparou a segunda pergunta:
          - Quanto em dinheiro achas que eu valho?
          - Sua Majestade vale vinte e nove dinheiros.
Por essa resposta, o rei quis saber: - Por que vinte e nove dinheiros?

          - Ora Majestade, se Cristo Nosso Senhor, foi vendido por trinta dinheiros, V. Majestade é considerado em valor quase o mesmo que o sagrado Nosso Senhor Jesus Cristo...
O rei pensou, pensou, e deu o seu assentimento diante de tão cuidadoras resposta.  E, ávido de curiosidade, disparou a última pergunta:

          - Muito bem, grande sábio, o que eu estou pensando agora?
E o servo, retirando o capuz que lhe cobria a cabepça, respondeu: - Vossa Majestade pensa que está falando com o sábio, mas se engana; está falando com o jardineiro dele...

          Moral da estória:  na calma e na serenidade, pode-se encontrar soluções para problemas angustiantes.
Verdades são eternas, e é muito bom praticar a serenidade, principalmente no momento em que estamos vivendo uma intrépida e agitada NOVA ERA !