quarta-feira, 3 de abril de 2019

GAFES DO DIA A DIA


Saconni

          Eu, particularmente, amo a Língua Portuguesa.  Nosso idioma é muito rico, cheio de segredos e sutilezas.  Gosto de escrever, e de contar estórias aqui no meu Blog.  Enquanto escrevo, me deparo com dúvidas de português, como todo o mundo. Mas, eu gosto de sanar minhas dúvidas através de dicionários e gramáticas.  E assim vou aprendendo e me divertindo. 


          Por falar em divertir-se, vou contar com minhas palavras, alguns casos de gafes que o povo comete, em flagrante desconhecimento do nosso idioma.  São casos engraçados.  A maior parte dessas gafes, foi o professor de português, Antônio Saconni, que contou em um de seus livros.  Servem para a nossa terapia do sorriso, pois como diz o livro, Seleções do Reader's Digest: "Rir é o melhor remédio".

1)  Uma garota, preocupada com as crises de nervos da sua mãe, ingenuamente justifica: - Minha mãe está na menor pausa, é por isso que ela fica irritada à toa...  (Coitadinha, a menina queria dizer menopausa.)

2)  Outra menina, falou assim, para suas colegas de escola: - Se um dia eu pegar meu namorado com outra, ele que vá assinando seu atestado de órbita!  (Óbito!  Coitada, ela também deveria assinar.)

3)  Em Ribeirão Preto-SP, uma certa mulher falou assim: - No quintal da casa do meu pai, tem até pé de jabuticabeira!  (Coitada, ela não sabe que nos quintais só tem pés de jabuticaba.)

4)  Uma senhora baiana, depois de se recuperar de um delicado estado de saúde (bebedeira), declara então sem pestanejar:  - Bebi tanto naquela festa, que cheguei a ficar em estado de cômoda!  (Ka, ka, ka, quando ela falou isso estava perfeitamente lúcida, mas não sabia que a palavra correta era coma.)

5)  Outro homem, um comerciante, certa vez estava aflito para fechar o seu estabelecimento, quando aparece um freguês de última hora.  O comerciante então  resmunga: - Sempre chega um retardado na hora de fechar...  (Bem, retardado existe em todos os lugares.)

6)  Nos tempos de Sarney, a inflação estava altíssima, ou "pela hora da morte", como se diz.  Então uma senhora, dona de um restaurante, disse a um de seus clientes:  - É, a situação está periquitante!  (Como ela não tinha periquito nenhum em casa, talvez ela quisesse dizer periclitante.)

7)  Outra menina, diz ao seu professor:  - Não te conto o que me aconteceu ontem:  levei um tapa tão forte do meu namorado, que fiquei fora de si uns quinze minutos...  (Bem, o professor respondeu:  - "não estou disposto a ficar fora de mim".  E saiu da sala.)

8)  Certa vez, a mãe de uma menina estava muito preocupada, porque a filhinha havia torcido o pé.  Então ela disse:  - Tenho que levar a Fabiana urgentemente ao pediatra.  (Só mais tarde ela ficou sabendo que a sua filhinha teria que ser cuidada por um ortopedista.)

9)  Pasmem:  uma certa advogada saiu com esta pérola:  - Adoro Campos de Jordão!  Me sinto tão leviana naqueles ares...  (Advogada leviana é grave!  Seria melhor que ele mudasse de profissão.  Assim, todos iríamos nos sentir, sem dúvida, mais leves.)

10)  Uma certa mulher, em Resende-RJ, falando sobre as obras que deveriam ser feitas pelo então recém prefeito eleito, disse:  - É preciso construir em Resende, uma rodovia para bicicleteiro...  (Acho que seria muito mais fácil para ela, dizer simplesmente ciclovia.)

          Finalizando, uma palavra bíblica para nossa reflexão:  "Todos tropeçamos de muitas maneiras.  Se alguém não tropeça ao falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo!"  (Tiago, 3:2).
Língua Portuguesa

A FÉ REMOVE MONTANHAS


Ensinamentos

          Dizer que "a fé remove montanhas", significa que não há nada impossível, para quem verdadeiramente tem fé em Deus.  Essa frase, é um ensinamento bíblico (Mateus 17:20).  Você tem fé? Eu conheço muitas pessoas que não têm, e sequer dão atenção para esse assunto.  Outras pessoas dizem ter fé, mas de forma banal, ou seja, da "boca pra fora", não praticam de fato a sua fé. 


          Pessoas desprovidas de um sentimento religioso, criticam levianamente quem é cristão.  Dizem que os cristãos são todos fanáticos.  Pessoas que dizem tal inconsistência, são inconsistentes em vários segmentos sociais, e não só na questão da fé;  elas são literalmente "pobres de espírito" (pobres de conhecimento).

          O que é a fé?  A melhor definição da fé que podemos encontrar, está na Bíblia, em Hebreus, 11: 1-6, que diz assim: "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem".  (É a certeza e a prova das coisas que se esperam).

          Sejamos pois, verdadeiros cristãos, vamos praticar a nossa fé.  Uma fé sem a devida prática, de nada serve, é preciso agir convenientemente.  Para desenvolver a nossa fé, precisamos alimenta-la com bons pensamentos e também com a leitura de livros, principalmente a nossa Bíblia Sagrada, que nos ensina e esclarece muitas dúvidas.  Outra coisa que precisamos fazer, é orar sempre.  Na Bíblia, no Sermão da Montanha, Jesus nos ensina a orar, da seguinte forma:

          "E quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé, nas sinagogas e nos cantos das praças para serem vistos pelos homens.  Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.  Tu porém, quando orares, entra no teu quarto, e fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto;  e teu Pai que vê em secreto te recompensará.  E orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.  Não vos assemelheis, pois, a eles;  porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais."

          Portanto, aí está como devemos rezar, ou seja, não alimente o seu ego, mostrando para as pessoas que você está rezando.  Se você quer alimentar e satisfazer o seu ego, não terá outra recompensa além disso, como ensinou Jesus.  Não ore mecanicamente, com palavras decoradas, sem se concentrar no que está dizendo, e não precisa falar em voz alta, pois Deus escuta aquilo que está em nosso coração.  Era exatamente isso que Jesus ensinava:  ore sempre, quando estiver só, e procure um lugar silencioso para orar.  Deus ouve no silêncio, na sinceridade dos pensamentos e não por palavras em voz alta.

Ensinamento da oração


Como funciona a oração?

          Nós somos filhos de Deus.  É preciso que tenhamos noção disso.  Ora, se somos filhos de Deus, nossa natureza é semelhante à do Pai (como está escrito na Bíblia), e portanto somos também criativos.  Temos no nosso sub consciente, uma centelha divina.  "Vós sois deuses, filhos do Altíssimo"  (Jo. 10:34).  O subconsciente é poderoso, capaz de realizar maravilhas, e na oração, quando estamos em sintonia com Deus (energia cósmica), nossa fé e capaz de mover montanhas (nossas "montanhas" interiores).

          Quem começar a praticar esse exercício de fé, talvez não obtenha resultado imediato, mas com a prática constante, irá se aperfeiçoar, e ficará surpreso com a eficácia dos resultados obtidos.  Para finalizar, me lembro de uma música bem moderna, e muito inspiradora.  Serve para nossa reflexão, e para estimular a nossa fé.  Essa música, intitulada "O Homem de Nazaré", é de 1973, do cantos Antônio Marcos.  Percebam como são bonitos, alguns versos dessa música:
          "Eu sou ligado no que Ele falou
          Sou parado no que Ele deixou
          O mundo só será feliz
          Se a gente cultivar o amor
          Hey irmão, vamos seguir com fé
          Tudo que Ele ensinou
          O Homem de Nazaré..."


quinta-feira, 7 de março de 2019

ADIVINHAS


Adivinhações

          As "Adivinhas", são recreações sadias em forma de linguagem verbal, que podem ser metafóricas ou de charadas que dificultam a sua descoberta.  São conhecidas também como "adivinhações", do tipo "o que é, o que é".  Faz parte do folclore brasileiro.  Essa brincadeira de adivinhações, é muito comum no Nordeste e em Minas Gerais.  Em outros estados, não sei dizer, mas deve haver também.


          Não conheço muitas adivinhações, mas vou apresentar algumas, que servirão de exemplos, e com suas respectivas soluções:

1) O que é que se põe na mesa, parte-se, reparte-se e não de come?  (Baralho);
2) O que é que a mulher traz na frente e o homem atrás?  (A letra "m");
3) O que é que o homem mostra mais e a mulher esconde mais?  (A calça);

4) Por que quando o galo canta, ele fecha os olhos?  (Porque ele sabe a música de cor);
5) Qual é a semelhança entre uma padaria e uma lagoa?  (A padaria assa pão, e na lagoa há sapinhos)
6) Chá não é de mato, e leira não é batata?  (Chaleira);

7) O que é, o que é: tem a cor de terra mas não é terra, tem pavio mas não é vela? (A mandioca);
8) O que é, o que é: branco por fora, preto por dentro e vermelho na cabeça? (O cigarro aceso);
9) O que é que se quebra ao falar?  (O segredo);

10) São sete irmãos: cinco têm sobrenome, e os demais um nome só?  (A semana);
11) O que é que o boi faz, quando o sol bate nele?  (Sombra);
12) Uma árvore com doze galhos, cada galho com trinta frutas, e cada fruta com doze sementes?  (Ano, dia, mês e hora).

          Bem, não me lembro de outras "/Adivinhas", mas sei que existem muitas.  Não sei também a origem dessa brincadeira, mas dizem, não sei se é verdade, que as adivinhas vêm desde o tempo de Salomão, que foi o homem mais sábio do mundo, e que gostava de apresentar suas "charadas".

          Seja como for, essa brincadeira ainda é sadia, em momentos oportunos.  O que é que faz bem para o nosso bom humor?  Adivinhas, rsrsrs...
brincadeira de adivinhação


SENTIDOS DO AMOR


Pieguice

          "Sentidos do Amor" (Perfect Sense), é o título de um filme lançado em 2011 pela Califórnia Filmes Distribuidora.  Não assisti esse filme (ainda), mas apenas o seu trailer (vide o vídeo no final); portanto não vou arriscar em apresentar uma sinopse do mesmo.  Sei apenas que no filme, um casal transborda uma pieguice, um sentimentalismo amoroso durante as cenas do filme.  Porém, há muito mais no argumento utilizado para o seu enredo.


          Eu apenas "tomei emprestado" o título desse filme, para nomear o presente trabalho, versando também sobre aquele sentimentalismo exagerado (pieguice), que acontece praticamente com todos nós, em nossas relações amorosas.  Minha crônica dissertativa termina aqui, e sigo agora com meu trabalho voltado mais para um poema, ou uma crônica poética, melhor dizendo.

     SENTIMENTOS DE AMOR
          (Guilherme Köhn)

Com meus olhos te contemplo extasiado,
e os contornos do teu corpo bem moldado,
se transforma num espelho apaixonado
de luxúria, de lascívia e de pecado...

Ouvirás, olhos fechados, quase um ruído,
palavras, que sussurro em teu ouvido,
obscenas, provocando a tua líbido...
Culto de eros, de suspiros e de gritos.

Corpo a corpo, nesse prazer sensorial,
e após um beijo, em tua boca sensual,
sou impaciente, ciumento e sem rival;
é sublime, o meu desejo sexual.

Nos odores, sem condicionamento,
em teu corpo eu sinto o chamamento,
o afrodisíaco natural desse momento,
exalando na pele, o desprendimento.

Quero saborear, engolir suas essências,
alimentando-me em mágica transcendência,
desse corpo, que sem resistência,
é puro, é o amor, a minha sobrevivência.
                  ...  // ...


domingo, 3 de março de 2019

ADMINISTRAÇÃO POR EMBALAGEM


Empresas

          Muitos empresários, pequenos ou médios, trabalham com prejuízo mas não fazem a mínima ideia disso, porque conduzem seus negócios com base em números aparentemente lucrativos do seu "livro-caixa", e vivem uma "ilusão de lucro".  Passados alguns anos, percebem que estão quebrados (falidos). 


          O que eles fizeram, foi devorar o Capital, pensando que estavam desfrutando dos seus lucros. Desprezam despesas indiretas ou "invisíveis", como Depreciação, Remuneração do Capital investido, Previsões de despesas futuras, etc.  Tudo por falta de uma simples ferramenta administrativa, normalmente conhecida como Planilha de Custos, corretamente interpretada e conscientemente adotada.

          Em outras palavras, essa Planilha de Custos funciona como se fosse uma fotografia da real situação da Empresa em determinado momento, com relação ao seu custo operacional;  e que precisa ser monitorada periodicamente, adequando-a para as flutuações ou variações do mercado, a fim de que não se concretize aquele "prognóstico" sinistro e perigoso que acabamos de citar. 

          Esse descuido é muito comum, principalmente naquelas empresas, administradas pela família (tipo, pequenos mercados).  Quando o negócio prospera, a família se preocupa em gastar o dinheiro que "entra", mas sem qualquer controle.  Membros da família, acham que são donos, e podem simplesmente gastar aquele "seu dinheiro".

          Isso até pode dar certo por algum tempo (curso espaço de tempo), mas lá na frente... nem é bom falar. Conheço empresas assim.  Até pessoas de fora do negócio, percebem essa má administração, passível até de desvios indevidos, praticados pelos próprios familiares, "donos" do negócio. 

          Outro erro muito comum, que temos percebido, é o que se poderia chamar de "Administração por Embalagem". Empresários, apesar de experientes, mas sem noção administrativa, se preocupam com a embalagem externa, e devotam nisso todo o seu esforço e dinheiro, mas negligenciando o produto que está dentro daquela embalagem atraente.  Acham que blefar pode tomar o lugar da boa qualidade.  

          Na prática porém, tal política não terá êxito, ou não durará muito tempo.  A qualidade do produto é o que importa, em primeiro lugar.  Claro que é preciso preocupar-se também com a embalagem, porque qualquer produto, seja um cereal ou uma prestação de serviço, tem sempre duas características:  o produto é excelente, e a embalagem é atraente.  Essas duas características farão com que uma marca seja bem sucedida.  Ninguém gosta de comprar ou consumir alguma coisa que venha numa embalagem suja, ou com aparência de mal cuidada. 

          Infelizmente, em certos casos, empresários tentam impingir aos clientes um produto com boa aparência externa, mas que interiormente tem uma qualidade ruim, para não dizer, até mesmo de péssima qualidade.  Eu já trabalhei numa empresa assim.  Sei o que estou falando. 

          Por exemplo: uma empresa de ônibus, resolve mudar os uniformes dos motoristas, para que se apresentem mais "bonitinhos";  depois, resolvem mudar a pintura dos ônibus, para que a nova pintura cause uma admiração pela "beleza de organização", e para espanto do usuário (passageiro).  Tudo isso não deixa de ser, digamos, "bonito e necessário", sem dúvida, mas, e o serviço prestado?  Será que tem boa qualidade?  Será que estão preocupados com os usuários, que pagam por aquele serviço prestado?  Não, o serviço continua o mesmo, e cada vez pior. 

          A quem esses incautos empresários querem enganar?  Usuários de qualquer serviço, seja este privado ou público, não estão preocupados com a aparência em primeiro lugar, mas sim com a qualidade do serviço.  É tão fácil entender isso.  Conclui-se daí, que o gerenciamento também não tem a competência devida.

          Outro erro comum, semelhante a este, é que nesse tipo de organização, os seus administradores (ou chefes de seções), dão a si mesmos ares importantes e títulos empolados, criam organogramas complexos, e acham que tudo isso pode tomar o lugar de uma administração sólida.  É comum ainda, em grandes organizações, onde existem gerenciamentos setoriais, que os respectivos gerentes administrem cada qual criando para si, em seus setores, verdadeiros castelos medievais, onde cada gerente se reveste com uma "armadura de ferro com lança e tudo".

Enfrentamento de críticas:

          Ou seja, tais "gerentes" não permitem que o seu "castelo" seja atacado (não assumem e não querem ouvir falar dos seus erros ou respectivas falhas), mas estão sempre prontos para acionar suas lanças, espetando-as em possíveis opositores.  Esse quadro quixotesco se desenha comumente com aquelas reuniões gerenciais rotineiras, onde tratam de frivolidades, mas nunca do tumor cancerígeno da empresa ou da real responsabilidade de cada um. 

          Tais erros, só fazem desse tipo de administração, uma verdadeira FALÁCIA PATÉTICA. 
(Ass. Gilherme Köhn).
Empresa de ônibus


      

domingo, 3 de fevereiro de 2019

VIDA LOUCA


Coisa de louco

          Quando ninguém olha quando você passa, você logo acha: "eu estou carente", "eu sou manchete popular". Estou cansado de tanta babaquice.  Desta eterna falta do que falar.  Vida louca vida, vida breve.  Já que eu não posso te levar, quero que você me leve... (Palavras de Cazuza, em sua música "Vida Louca".)


          Enquanto você, se esforça pra ser, um sujeito normal.  E fazer tudo igual.  Eu do meu lado, aprendendo a ser louco, um maluco total, na loucura real.  Controlando a minha maluquez, misturada com a minha lucidez.  Vou ficar com certeza, maluco beleza... (Palavras de Raul Seixas, em sua música "Maluco Beleza").

          Os imperadores da Roma antiga, aprontaram de tudo: desde a nomeação de um cavalo para um alto cargo político, ao assassinato de mães, pais, irmãos... Loucuras difíceis até de serem diagnosticadas pelos médicos especialistas.  Nero, por exemplo, jamais seria acusado de nepotismo, ou seja, de beneficiar os parentes.  Ele foi responsabilizado pela morte de sua própria mãe, de sua primeira esposa e de ter mandado envenenar um meio irmão.

          Mas, todas essas loucuras, já ultrapassadas, nada representam perto do que poderíamos dizer a respeito do nosso mundo político moderno, era petista.  Não vou entrar em detalhes.  Nem é bom falar.  Eu vou amenizar este assunto, versificando algumas loucuras da vida, porém de maneira muito suave, usando de metáforas sugestivas, para que possamos esquecer desta imundice política. 

CORRIDA DA VIDA
(Guilherme Köhn)

O mundo é uma grande corrida,
sem tempo pra descansar;
e quem fica parado na vida,
não pode muito alcançar. 

Na maratona desta vida, 
como louco estou correndo;
e vencer esta corrida, 
eu também estou querendo.

Por todos os cantos da vida,
eu vejo pessoas correndo;
como se uma grande corrida, 
estivessem todos perdendo. 

Na maratona da vida,
o atleta tem que ser bom;
é uma estrondosa corrida, 
quase veloz como o som.

Muita gente nesta vida, 
hoje em dia tão agitada;
participa de uma corrida, 
mas não muito organizada.

No corre-corre da vida, 
dê uma chance ao amor;
entre nessa corrida, 
pisando o acelerador

Esta vida é um autódromo,
no Grande Prêmio Felicidade;
e a ganância a 300 quilômetros, 
vai aumentando a velocidade. 
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Casino da Vida
CASINO DA VIDA
(Guilherme Köhn)

O amor é um jogo arriscado, 
no grande cassino da vida;
um prêmio tão cobiçado
uma luta nunca vencida.

     Passei minha vida jogando,
     na grande Roleta do Amor;
     e a sorte sempre raspando,
     nunca me fez ganhador.

O jogo do amor é gostoso, 
e a gente nunca percebe;
que às vezes é perigoso, 
se dá mais do que recebe.

     Façam seu jogo senhores,
     na grande Roleta da Vida;
     joguem todos, seus amores,
     que a sorte está prometida.

Para ser feliz um pouquinho, 
apostei na felicidade;
mas o inocente joguinho,
só deu tristeza e saudade.

     A vida é uma grande Roleta,
     com duas cores fatais;
     a morte, que tem a cor preta,
     e vermelho, os venenos mortais.

Também no amor há trapaça,
há tantos falsos amores;
é um vício que ameaça,
os incautos jogadores.

     Em jogos de amor me tornei,
     um fanático jogador;
     e se muitas vezes ganhei,
     sou agora um perdedor.

Me parece a gente que joga, 
o faz por divertimento.
Mas o jogo é sempre uma droga,
nunca a ninguém deu sustento.

     São ingredientes do jogo,
     dinheiro, paixão e bebida;
     queimando os homens no fogo, 
     do grande Casino da Vida.
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Vida de Boêmio





BUDA E O DEVA


Buda Aquele que despertou

          Devas, são elementais, isto é, espíritos da natureza, que se transformam em figuras diferentes conforme a sua conveniência.  Assim nos ensinam aqueles estudiosos do misticismo.  Isto posto, vamos a uma estória, extraída do livro "Buda - Aquele que despertou"


          Certo dia, estava Buda no jardim de Jetavana (mosteiro na Índia), quando lhe pareceu um Deva na figura de um brâmane (sacerdote indu), vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos, foi travado o seguinte diálogo:

O Deva: Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.


- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal dos venenos.

- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.

- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.

- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber algo em troca.

- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada.

- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.

- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.

- Qual é o ladrão mais perigoso?
- O mau pensamento é o ladrão mais perigoso.

- Qual é o tesouro mais precioso?
- A virtude.

- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira a imortalidade por vaidade.

- O que atrai?
- O bem atrai.

- O que repugna?
- O mal repugna.

- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.

- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.

- O que ocasiona a ruína do mundo?
- A ignorância.

- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoismo.

- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.

- Qual é o melhor médico?
- O Buda.

          O Deva faz sua última pergunta: - O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu: - O beneficio das boas ações. 

          Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante o Buda e desapareceu.  Namastê. (O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em ti)
Sabedoria Indu